DICAS


DISCIPLINA CANINA: ESTABELECENDO A HIERARQUIA DENTRO DE CASA
Você é daqueles que, depois de adquirir um companheiro canino, revirou a sua rotina para que ela girasse em torno das necessidades do seu pet? Se a resposta foi afirmativa, leia as próximas linhas com muito carinho e atenção, pelo seu bem e pelo bem do seu cãozinho.

Já falamos aqui várias vezes e vamos dizer de novo: o cão precisa de um líder para viver e, por isso, estabelecer a hierarquia dentro de casa é extremamente importante. “Para estabelecer uma hierarquia entre o dono e o cão, nada melhor do que criar uma relação de confiança entre eles. Para isso, é essencial consolidar uma comunicação e usar comandos para estreitar e facilitar essa relação”, explica Mariana Taioli, adestradora da equipe Cão Cidadão, empresa especializada em adestramento em domicílio e em consultas de comportamento animal, situada em São Paulo.

Existem várias maneiras de demonstrar essa hierarquia. “Antes da alimentação, peça algum comando ao seu pet, por exemplo, o ‘senta’, para que ele entenda que, para ‘ganhar’ o alimento, deverá obedecer ao pedido do líder. Quando for passar de um cômodo para outro, deixe que ele espere você passar primeiro, assim, ele perceberá a sua posição dentro da matilha. Vale sempre ressaltar que cães são animais que carregam o gene da matilha e buscam um líder natural”, orienta Mariana.

Esteja sempre um degrau acima do seu cão, literalmente. Segundo a adestradora, “caso seu cão apresente algum tipo de dominância, sugerimos que ele não fique na mesma altura que você. Isso vale para o sofá e a cama, por exemplo. Faça-o sempre se posicionar abaixo de você para não estimular ainda mais essa dominância. Quando for brincar com o seu pet, evite o ‘cabo de guerra’ que também pode estimular tal comportamento em seu cãozinho”, aconselha.

Pode ser que você esteja se perguntando: mas e o resto da minha família humana, podem ser líderes também? “Sim, o cão pode ter vários líderes. O segredo é a maneira como a pessoa vai lidar com o cão, que necessita de muita atenção, carinho, comunicação, liderança e firmeza”, enfatiza a especialista.

De acordo com Mariana, “quando os proprietários têm o mesmo comportamento com o cão, ele responde da mesma maneira para todos. Ressaltando sempre que firmeza em hipótese alguma significa agressão. Ser firme é fundamental para impor limites e tornar o aprendizado do seu cão ainda mais eficiente, mas, tudo tendo o carinho e o amor como a base da relação”, finaliza.

GATOS PRECISAM PASSEAR?
Quem tem cachorro sabe que passear é essencial para a saúde do pet. Mas será que gatos têm a mesma necessidade? Apesar de ser uma prática que divide opiniões entre especialistas, passear com o gato pode trazer benefícios, como evitar o tédio e estimular exercícios físicos.

Segundo a Dra. Liliana Camargo, veterinária especializada em medicina felina, “gato é explorador por natureza, gosta de se aventurar e conhecer o ambiente ao seu redor. Se adaptados desde filhotes, aprendem a passear na coleira e adoram!”. No entanto, a médica alerta para respeitar o ritmo do animal: “Nem todos os animais são iguais, e cada um reage a estímulos de formas diferentes; pode ser que alguns não queiram explorar nada além das quatro paredes do seu lar”.

Já a Dra. Vanessa Zimbres, da Clínica Gato é Gente Boa, também especializada em medicina felina, afirma que gatos não devem sair de casa. “Uma vez que não temos controle sobre esses passeios (e sobre o animal) e os riscos são grandes, gatos devem ser criados indoor”. Ainda segundo a médica, “gatos, em geral, não aceitam coleiras, são animais tímidos, se assustam e se estressam facilmente”.

Mesmo assim, se você quiser tentar, dê tempo ao seu gato. Ele precisa, antes de tudo, acostumar-se com a coleira. Depois, deve-se estimular o pet a sair aos poucos e andar a distância que for confortável a ele. Pode ser que ele queira ir até o hall do elevador e só. É importante respeitar o espaço dele.

Lembre-se de que as vacinas devem estar em dia e o animal deve sempre estar sob supervisão do dono. Prefira ruas e locais com pouco ou nenhum movimento e, de preferência, leve a caixinha de transporte, caso o gato se assuste.

De qualquer forma, a Dra. Vanessa Zimbres recomenda enriquecer o ambiente interno para que o gato se distraia, faça exercícios e não sinta a necessidade de ir à rua. Arranhadores e brinquedos são os segredos para um gatinho relaxado e em forma, diz a especialista.

COELHOS DE ESTIMAÇÃO DEVEM SER CASTRADOS?
Os coelhos não são símbolo de fertilidade à toa: a cada gestação nascem, em média, sete filhotes e, logo após o parto, a fêmea já fica fértil novamente. Para evitar a superpopulação, muitos donos optam pela castração.

Em fêmeas, outra vantagem da castração é evitar a gravidez psicológica e diminuir as chances de desenvolvimento de tumores no útero. Para os machos, o principal benefício é a diminuição da agressividade. Em ambos os gêneros, nota-se a redução da necessidade de demarcação de território com urina.

O ideal é programar a castração entre o 4º e o 6º mês de vida. “As fêmeas devem ser esterilizadas a partir dos seis meses de idade. Os machos podem ser castrados assim que os testículos descerem, por volta dos três meses e meio”, explica o Dr. Rui Patrício, especializado em animais exóticos.

O procedimento é simples, especialmente nos machos, e o coelhinho já deverá estar em casa no mesmo dia. Antes da cirurgia, o veterinário pode pedir exames pré-cirúrgicos, como o ultrassom. Pergunte sobre a possibilidade de os pontos serem intradérmicos, ou seja, feitos por debaixo da pele, o que evita que o bichinho tente retirá-los com os dentes.

Por efeito da anestesia, alguns pets podem ficar um pouco apáticos e quietinhos por um ou mais dias, por isso é importante ficar de olho nas reações do seu coelho e tirar todas as dúvidas com o veterinário. Evite também deixá-lo solto logo após a castração para que ele não se movimente muito.

O pós-operatório costuma ser bem tranquilo. Só garanta a limpeza frequente da gaiola para evitar infecções. Caso haja medicação, como analgésicos e anti-inflamatórios, siga à risca as recomendações do veterinário.
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